Terminei de ler Oliver Twist, um desses clássicos que não sei por que foi postergado por mim e que de repente resolvi ler. Não sei se vocês são assim, mas os grandes livros a gente conhece, mas sempre deixa para ler depois. Tenho alguns que ainda não li como A Ilha do Tesouro, Vinte mil léguas Submarinas, Don Quixote, Os três mosqueteiros, Moby Dick, Ivanhoé, As Viagens de Gulliver e muitos outros. Sempre pensei em guardar esses livros para uma ocasião de mais sossego em minha vida, num desses tempos em que a paz governasse meus pensamentos e caminhos. Mas, acho que está demorando um pouco (Vicissitudes). Então, contrariando meu propósito lancei mão desse velho clássico escrito por Charles Dickens, do qual também tenho (E não li. Ainda.), Um Conto de Duas Cidades. E não me arrependi. (De ter lido Oliver Twist, fique bem claro) Principalmente por que é escrito de uma maneira não usual, o que me agrada muito, e de uma certa inocência dos personagens e até do diálogo. Pensei que fosse um daqueles livros em que a criança rouba e faz algumas peraltices para sobreviver e que todos acham que é a única maneira de se sair incólume nesse mundo. Mas não é nada disso. O Pequeno Oliver sofre na mão dos aproveitadores desde que nasceu e segue sua vida humilhado e tentando se safar de um destino na qual a morte parece ser o caminho certo. Gostei de ler esse livro que se passa nos anos de 1800, em que a forca na Inglaterra era o caminho certo para os fora da lei.
Charles Dickens e seu Oliver Twist.

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